terça-feira, 22 de novembro de 2011

Aportando

Fonte: Acervo pessoal de José Carlos
(...). Mas são os homens do mar do Recôncavo e da cidade de Salvador que garantem, com seus barcos, as trocas cotidianas. Marinheiros das ilhas, das praias e das enseadas, marinheiros de inúmeros cursos d’água que penetram nas terras, pescadores, transportadores – eles conhecem as riquezas de sua baía, mas conhecem também as traições sempre possíveis de suas águas e ventos. São irmãos do lavrador, que planta a mandioca de que se alimentam ou o fumo que transportam, além do algodão e do café. (do livro “Bahia, século XIX: uma província no Império” d e Katia M. de Queiros Mattoso, 1992).


Através do trabalho desempenhado pelos navegantes com suas canoas, botes, saveiros, barcaças, tábuas, balcões, canoeiros, lanchas, sumacas e jangadas de quatro troncos, bastante utilizadas para escoar a produção agrícola e transportar pessoas do recôncavo para a capital baiana ou outras localidades que as relações sociais entre a capital e o recôncavo eram estreitadas. Com o passar do tempo mestres saveiristas e outros velejadores desenvolveram a prática esportiva e de lazer através das regatas festivas, que tornaram-se um fenômeno sócio-cultural com características próprias, interligando a vida dos velejadores, veranistas, guardadores, trabalhadores da área náutica, moradores de regiões periféricas de Salvador e de comunidades ribeirinhas e criando uma identidade.

Que identidade é essa? Como ela vem sendo ressiginificada ao longo dos tempos? Como essas pessoas se comunicam?


Como existirem poucos registros sobre história das regatas no Estado da Bahia, onde algumas embarcações tradicionais, como o saveiro, estão em processo de extinção e as práticas sociais desvalorizadas esperamos que os bons ventos atraiam os homens e mulheres do mar para este “infomar” e estreite as relações entre os mariseiros e os internautas, entre o tradicional e o contemporâneo.

Sejam tod@s bem vind@s!

4 comentários:

  1. Adorei! E quero participar, fotografando. Não tenho experiência nenhuma com veleiros e regatas, mas conheço quem tem, e já passei o contato.

    Beijoooo

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  2. Legal!
    Vou divulgar!
    Abs e bons ventos
    ;)

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  3. Olhar esse blog mexeu com um sentimento.

    Na saudade do mar calmo, na água transparente na tranquilidade da "minha" ilhota, onde posso sentir o vento como também vê esse vento através da vela de içar e da bujarrona do saveiro que um dia meu bisavô foi mestre - Ilha de Bom Jesus dos Passos, quanta saudade.

    Na biblioteca virtual há uma foto de um saveiro e um barco que reconheci como os barcos que fazem a travessia de Bom Jesus.

    Parabéns!

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  4. Obrigada pelo apoio! Vamos todos juntos montar esse museu virtual.
    Hildelita, qual o link dessa biblioteca virtual?

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